QUE HISTÓRIA É ESSA | Mulher brasileira é deportada dos Estados Unidos para a África
A imigração segue como a suposta vilã dos problemas dos países ricos. Não me parece razoável supor que a violência e a criminalidade seja exclusiva dos imigrantes. Depois, a migração sempre fez parte da história humana.
Dito isso, vamos para a novidade apresentada pelo governo dos Estados Unidos. A partir de agora, quem declarar que não pode voltar ao seu país de origem por algum tipo de ameaça, será deportado para outro país.
Está aí a prova de que quando o governo quer, ele arranja um jeito de conseguir. Não podia, mas a partir de agora, pode. Em uma negociação que não ocorria há séculos, Estados Unidos e países africanos fizeram um acordo para receberem imigrantes deportados pelo governo de Donald Trump.
A mineira Paola Santos, de 21 anos, foi deportada dos Estados Unidos e enviada para a Libéria, na África Ocidental, após passar um ano e três meses detida pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE).
Em entrevista ao programa Fantástico, da Rede Globo, Paola contou que viveu durante cinco anos em Massachusetts, estado que possui leis mais brandas com relação à imigração ilegal. A brasileira havia ingressado ilegalmente pela fronteira dos Estados Unidos com o México, mas possuía uma autorização de trabalho.
Em tempos normais, apenas imigrantes que tinham problema com a polícia eram deportados, já que uma boa parte da mão-de-obra do país era justamente composta por imigrantes. Agora, como promessa de campanha, o presidente decidiu promover a maior deportação em massa da história dos Estados Unidos.
A brasileira deportada para a África não conseguiu comprovar sua situação legal e, apesar de estar há cinco anos trabalhando, sem nenhuma acusação criminal, foi presa e enviada para um destino que só lhe foi informado no desembarque.
Atualmente, a Paola está em Marshall, cidade litorânea da Libéria, e não tem uma previsão definida para deixar o país. O Ministério das Relações Exteriores disse ao Fantástico que não recebeu notificação sobre o caso. Por ironia do destino, a brasileira segue imigrante, agora em um país desconhecido.
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